Entenda Como Vai Funcionar a Nova Regulamentação para Fintechs de Crédito

Regulamentação de fintechs de crédito pelo Banco Central é vitória do setor

Banco Central divulgou nesta quinta-feira, 26 de abril de 2018, nova regulação que deve aumentar competitividade e reduzir os juros.

banco central

O Conselho Monetário Nacional publicou a Resolução n. 4.656, que trata da regulação de fintechs de crédito pelo Banco Central do Brasil. O projeto vai criar dois novos tipos de instituições financeiras: Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), correspondente ao modelo Peer to Peer Lending (P2P), ou empréstimo coletivo, no qual sites conectam pessoas (ou empresas) que estão buscando empréstimos a investidores buscando retornos acima da média; e Sociedade de Crédito Direto (SCD), onde empresas emprestam seu próprio capital para pessoas físicas.

Esta é uma conquista para todas as fintechs que trabalham com crédito digital, que a partir dessa quinta-feira poderão entrar com pedido de abertura de instituição financeira nas novas modalidades SEP ou SCD, o que as torna independentes e mais competitivas em relação aos bancos tradicionais. É o caso da Nexoos – fintech líder de mercado na modalidade Peer to Peer Lending (P2P) – empréstimo coletivo – que conecta pequenas e médias empresas que necessitam de empréstimos a potenciais investidores.

A regulamentação permite que as fintechs ofereçam serviços de análise de crédito, atuar como corretor de seguros e, ainda, emitir moeda eletrônica. Hoje, as fintechs trabalham como correspondentes bancários de instituições financeiras parceira para poder oferecer empréstimos. Daniel Gomes, CEO da Nexoos comenta: “A regulação proposta é muito positiva, pois vai trazer mais competição e eficiência ao mercado, e, portanto, tem potencial de reduzir a taxa de juros. Quem ganha é o consumidor final”. A regulamentação também estimula o surgimento de novas fintechs, além de possibilitar o crescimento das fintechs que já atuam no mercado.

Para as fintechs aderentes à SEP, houve uma mudança importante no limite máximo de risco que o investidor pode tomar, comparando com o edital de consulta público lançado em Agosto de 2017. No primeiro edital este limite era de R$ 50 mil por investidor, considerando todas as suas operações na nova modalidade. Na nova proposta, o Banco Central regulamentou um limite de R$ 15 mil por operação, mas sem delimitar a quantidade de operações. “Esta mudança representa um grande avanço para o setor, pois viabiliza o modelo de negócio e incentiva a diversificação”, afirma Gomes.

 

Empreendedor fun dador da Nexoos.Apaixonado por tecnologia e empreendedorismo, especialmente Fintech. Engenheiro de formação.

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