Veja como a inovação disruptiva vem transformando o sistema financeiro

Quais são as inovações que estão modificando o cenário do sistema financeiro mundial? Leia este artigo e saiba o papel das fintechs nessa revolução!

 

Não há dúvidas de que as fintechs geraram uma verdadeira revolução no sistema financeiro no Brasil. São diversas opções de produtos e serviços que facilitam a vida dos usuários e garantem um atendimento de melhor qualidade. Esse fenômeno obrigou instituições mais tradicionais a mudarem seus processos e investirem em tecnologias que reduzissem a burocracia.

Nos últimos anos, as fintechs definiram uma nova direção e um novo formato na prestação de serviços no setor financeiro. Com esse novo cenário, os clientes exigem uma experiência facilitada e integrada às tecnologias já existentes.

Apesar disso, essas novas empresas não se estabeleceram como as dominantes do setor. Segundo dados do Banco Central no Relatório de Estabilidade Financeira, 84,8% do mercado de crédito no país era dominado pelos 5 maiores bancos no fim de 2018.

No entanto, não há como negar o impacto que as fintechs tiveram na indústria e na mente dos consumidores. E elas não fizeram isso sozinhas.

Um relatório produzido pelo Fórum Econômico Mundial e Deloitte aponta oito forças disruptivas com um grande potencial de modificar o cenário competitivo no atual sistema financeiro. É cada uma delas que vamos considerar neste artigo. Acompanhe!

Comoditização de custos

Uma das grandes vantagens competitivas no mercado era a redução do custo operacional. Por esse motivo, se torna cada vez mais comum que grandes empresas se associem a concorrentes ou novos players do mercado para acelerar a comoditização de custos de base.

E aqui existem várias maneiras de fazer isso. Por exemplo:

  • criar um serviço que padronize os processos e eliminar a redundância de atividades entre as empresas parceiras;
  • delegar para empresas terceiras um número maior de atividades;
  • automatizar processos de auditoria, conformidade, originação de crédito, entre outras.

Quando os custos são compartilhados e as ferramentas da indústria são padronizadas, é possível nivelar a cadeia de valor dos serviços financeiros. Além disso, grandes empresas saem ganhando à medida que conseguem testar novos processos e ferramentas sem necessariamente ter que fazer uma revisão completa de sua infraestrutura.

Redistribuição de lucros

As novas tecnologias passam a pressionar as grandes instituições financeiras e as fintechs a trabalhar fora das suas tradicionais cadeias de valor. Por exemplo, se antes um vendedor online precisava de uma conta bancária para receber pagamentos, hoje ele pode usar uma aplicação web que dispensa o banco, fazendo com que esse intermediário perca seu valor dentro da cadeia que liga a empresa até o cliente.

Nesse cenário, as fintechs ganham força ao se aliar a grandes parceiros, ampliando seu alcance. Por outro lado, intermediários ficam pressionados a buscar novas fontes de renda. Essa forma de redistribuir o lucro levanta o desafio para as entidades reguladoras entenderem o novo formato que a cadeia de valor assume.

Propriedade da experiência

Embora seja comum no mercado hoje que as instituições distribuam os produtos e serviços que criam, existe uma grande possibilidade de essas empresas perderem o controle sobre a distribuição. A inteligência artificial já consegue definir quais produtos oferecer com base na experiência do cliente e no seu perfil.

Assim, é possível que os usuários interajam cada vez menos com distribuidores e passem a interagir com robôs, ou aplicativos, que conseguem em grande parte atender às suas necessidades. Levando em conta que a propriedade da experiência é muito relevante nesse momento, os distribuidores que são hoje grandes empresas de tecnologia e bancos têm a vantagem de deter uma larga base de dados sobre clientes, além do peso da sua marca.

Apesar disso, fintechs podem encontrar nichos que lhes dê vantagem competitiva. Já as instituições tradicionais precisam estabelecer sua distribuição para não transformar seus produtos em commodities, ou seja, em itens massificados sem diferencial competitivo.

Ascensão das plataformas

Falando em distribuição, surgem as plataformas digitais para serviços financeiros que reúnem diferentes fornecedores e servem como um canal para comercializar produtos sem a barreira da distância geográfica.

Nesse cenário, investir na diferenciação de produtos é indispensável para se destacar na plataforma. Os proprietários desses ambientes virtuais precisam encontrar meios de equilibrar a demanda dos usuários e as necessidades dos fabricantes. Já que surge o poder da propriedade da experiência, essas plataformas ganham cada vez mais vantagem por conquistar dados de ambos os lados da cadeia.

Monetização dos dados

Apesar de as instituições financeiras terem muitos dados sobre seus usuários, eles não sabem ao certo como monetizar essas informações. Essa é uma expertise que se desenvolveu nas fintechs. O objetivo é sempre garantir a oferta de produtos de modo mais atraente. Outro caminho é o firmamento de parcerias para compartilhar dados e oferecer maior valor aos clientes.

Mão de obra biônica

Já falamos sobre robôs e inteligência artificial (IA). Mas ela merece um destaque à parte. As máquinas hoje se tornam cada vez mais capazes de reproduzir o comportamento humano, especialmente no campo linguístico. Elas já substituem o profissional humano em atividades repetitivas em funções de atendimento ao público em assuntos recorrentes.

Mas ainda há muito o que evoluir. A combinação entre mão de obra humana e biônica ainda está sendo construída ao passo que a tecnologia evolui.

Empresas de tecnologia sistemicamente importantes

As organizações financeiras são mais dependentes de serviços tecnológicos, como se vê pelo uso intenso da nuvem e de processos online. Embora as grandes organizações de tecnologia demonstrem pouco interesse em fornecer produtos financeiros, a dependência tecnológica parece iniciar um cenário de parcerias entre essas duas indústrias.

Nesse contexto, as fintechs se tornam centrais na intermediação, pois estão na linha de frente da aplicação das tecnologias no sistema financeiro e poderão servir de elo entre esses dois mundos.

Regionalização financeira

A globalização financeira parecia uma estrada óbvia e sem via de retorno. O cenário, porém, está mudando. A ideia agora é a criação de serviços mais customizados e condizentes às condições de cada região. Entre as principais variáveis que definem essa diferenciação são as normas regulatórias, a capacidade tecnológica e o perfil dos clientes.

Por isso, é possível ver diferentes modelos pelo mundo afora. Por exemplo:

  • na China há a popularidade de soluções móveis;
  • nos Estados Unidos, os serviços financeiros são mais maduros, de modo que alterações serão incrementais;
  • na Europa, há movimentos para garantir maior transparência dos dados e proteção aos usuários.

Para além das fintechs, há muitas inovações que estão remodelando o sistema financeiro. É importante estar atento a este movimento a fim de garantir melhores condições para empresas que dependem de serviços financeiros e ampliar suas operações e também para organizações do setor que desejam se manter competitivas no mercado.

 

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Empreendedor fun dador da Nexoos.Apaixonado por tecnologia e empreendedorismo, especialmente Fintech. Engenheiro de formação.

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