Como analisar os riscos de um investimento

Quando um investidor busca onde aplicar seus recursos, ele deseja bons rendimentos, ou seja, ganhar dinheiro, e não perder. No entanto, nem sempre as projeções de rentabilidade de uma aplicação financeira dão certo, e por vários motivos. Esses são os riscos de um investimento.

Muitos, porém, entusiasmados com o mercado de investimentos, desconsideram esse aspecto importante. É preciso entender a relação entre o risco e o retorno, analisá-la e saber gerenciar sua estratégia para não ter perdas.

Durante a leitura, você vai entender a que riscos uma aplicação financeira está sujeita, como analisar a relação entre o risco e o retorno de um investimento e como gerenciar esses riscos!

Quais os riscos de um investimento?

Já percebeu que tudo o que projetamos para o nosso futuro tem certa medida de risco de não dar certo. Seja uma viagem nas férias, um relacionamento, um curso ou uma simples tarefa.

Da mesma maneira, a projeção de rentabilidade de um determinado ativo, ou investimento, também pode não alcançar seus objetivos. Diversas ocorrências podem causar impactos nas aplicações. Elas podem ser minimizadas ou enfrentadas por meio de algumas estratégias, mas é impossível eliminar os riscos, porque dependem de fatores que estão fora do nosso controle.

O risco de um investimento é, portanto, a chance de você perder dinheiro. Assim, existem modalidades mais ou menos seguras nesse quesito. Dessa forma, o risco pode ser gerenciado para evitar esse revés.

Para entender melhor, conheça os principais tipos de riscos. Eles são normalmente divididos em 5 grupos.

Risco de mercado

Este risco está atrelado às condições econômicas. Essas variações podem alterar taxas de juros, o preço de ações e o valor do câmbio. Os índices podem oscilar para mais ou para menos, o que pode favorecer ou prejudicar seu investimento.

Na prática, diversos acontecimentos podem afetar o preço de uma ação, fazendo ela valorizar ou desvalorizar. Por exemplo, acordos comerciais, medidas políticas, desastres naturais e até uma guerra em uma país distante pode interferir nos preços de um ativo.

Um exemplo bem conhecido foram os eventos decorrentes do atentado de 2001, nos Estados Unidos. O clima de incerteza fez com que os valores recuassem, causando um impacto em toda a economia mundial. Só para se ter uma ideia, aqui no Brasil, a bolsa de valores teve uma queda de 17% em novembro de 2001.

O mesmo aconteceu no processo de impeachment da ex presidente Dilma Rousseff, que desencadeou um temor generalizado no mercado brasileiro, fazendo as ações despencaram. A reaceleração da economia nos últimos anos, por outro lado, fez muitos ativos valorizarem.

Risco de liquidez

Liquidez é um conceito no mercado financeiro que diz respeito à facilidade de você resgatar (ou transferir) um investimento. Quanto mais fácil for para você tomar de volta seu dinheiro, menos interessante vai ser para outros negociarem com você, e isso vai reduzir o potencial de rentabilidade do seu investimento.

Um exemplo simples do risco de liquidez é um imóvel. Digamos que você tenha uma propriedade no valor de R$ 500 mil. Em quanto tempo você consegue transformar esse edifício em dinheiro? O tempo entre a divulgação da venda e o fechamento do contrato pode levar meses. Para vender mais rápido e conseguir o dinheiro logo, será necessário baixar o valor para ter mais compradores interessados.

Assim, a regra fica clara: curto prazo, rendimentos menores; longo prazo, maior probabilidade de um retorno mais lucrativo.

Risco de crédito

Já parou para pensar o que é um investimento? É simples: quando você aplica dinheiro, você está emprestando a alguém, que pode ser um banco ou outra empresa, por exemplo. Assim, você está concedendo um crédito.

Sendo assim, o risco é de o tomador não devolver a você o valor investido, não pagar os juros acordados ou o empreendimento alvo do investimento não crescer conforme o esperado. Em outras palavras, o risco de crédito se refere às chances de o tomador não cumprir a parte dele na obrigação financeira.

Risco operacional

Falhas humanos, quebras de equipamentos, incapacidade técnica, problemas de gestão financeira, entre outras dificuldades, podem impactar as chances de um ativo ou uma empresa em que você investiu trazer o retorno esperado.

Risco legal

Embora alguns autores classifiquem o risco legal como um tipo de risco operacional, é bom separamos para um entendimento melhor. Afinal, a insegurança jurídica é um fator que interfere nos rendimentos e precisa de uma consideração à parte. Questões legais podem causar dificuldades para cumprir o que foi acordado. Como assim?

Pode acontecer de entraves na legislação prejudicarem as atividades de uma instituição ou entidade na qual você apostou suas fichas. Entre as principais situações legais, podemos citar estas:

  • risco de litígio: a empresa pode sofrer processos por descumprir contratos ou violar normas legais;
  • risco regulatório: as leis podem mudar e prejudicar investimentos de médio e longo prazo;
  • risco de fraude: as condições firmadas podem não ter sido claras ou não ter respaldo em órgãos financeiros. Daí o investidor sai no prejuízo.

Qual a relação de risco e retorno — e como analisá-los?

Risco e retorno são duas variáveis intimamente relacionadas, andam ombro a ombro. Quanto maior o risco, maiores as chances de um retorno mais elevado a longo prazo. Por outro lado, quanto maior a segurança financeira, menor a rentabilidade.

Basta olhar o mercado e comparar os rendimentos da poupança e dos fundos DI, por exemplo. Por outro lado, as ações da Bolsa podem trazer retornos mais interessantes ao investidor.

Como gerenciar os riscos para alcançar os melhores resultados?

O tipo de risco a que você vai se submeter depende bastante do seu perfil de investidor. Isso é o que definirá a maneira como você vai gerenciar os riscos.

  • perfil conservador: investimentos de baixo risco e menor rentabilidade, pois prefere a liquidez — prioriza poupança e títulos públicos;
  • perfil moderado: deixa o dinheiro rendendo por mais tempo, aplicando em empresas com nome forte no mercado e títulos de bancos privados;
  • perfil arrojado/agressivo: arrisca em investimentos de maior rendimento para aumentar suas chances de altos ganhos. Esse investidor diversifica sua carteira, distribuindo seus recursos em várias aplicações de modo que as perdas de um ativo são compensadas pelos rendimentos de outras.

Assim, a melhor maneira de gerenciar os riscos é por montar uma carteira de investimentos diversificada, com base em um bom conhecimento do mercado, tendo o suporte qualificado de especialistas do setor. Isso reduz consideravelmente as chances de sofrer perdas financeiras. Com isso, os riscos de um investimento podem ser facilmente contornados, promovendo a construção sustentável do seu patrimônio.

Gostou das dicas? Aqui no blog tem muito mais. Acompanhe nossas postagens e fique por dentro do mercado financeiro e das novidades da revolução fintech!

Empreendedor fun dador da Nexoos.Apaixonado por tecnologia e empreendedorismo, especialmente Fintech. Engenheiro de formação.

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