Conheça as 5 principais vantagens do peer to peer lending

O P2P Lending (Peer to Peer Lending) é um novo modelo de tomada de empréstimos e realização de investimentos, realizado por meio de fintechs.

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As vantagens do peer to peer lending se relacionam ao fato de que se trata de um novo modelo para a tomada de empréstimos e a realização de investimentos. Entre suas características mais relevantes, destaca-se a importante capacidade de remover os intermediários (bancos ou cooperativas de crédito).

Dessa forma, uma interação direta pode ser estabelecida entre as pessoas que necessitam de empréstimos e aquelas que estão dispostas a concedê-los.

Ou seja, você poderia investir o dinheiro que deseja economizar em projetos inovadores, para que, após certo tempo, possa aumentar o total do seu capital original — isso com a satisfação de ter apoiado várias iniciativas que você mesmo selecionou.

Iniciaremos este artigo com uma breve conceitualização histórica do peer to peer lending e, em seguida, apresentaremos algumas de suas principais vantagens.

O contexto de surgimento do P2P lending

Atualmente, ninguém se surpreende com as notícias veiculadas na imprensa, segundo as quais, uma das maiores adversidades dos últimos anos tem sido a falta de crédito. A sucessão de crises econômicas, aliada a uma excessiva regulação bancária e à consequente estagnação das atividades produtivas, levou ao empobrecimento da população.

Ante essa conjuntura, o peer to peer lending (empréstimo entre indivíduos, em tradução livre) surge espontaneamente como uma solução a esses graves problemas. Para Daniel Cohen, analista da PUC-RJ, há dois fatores que nos levaram a essa inovação na forma de realizar empréstimos: a desconfiança e a tecnologia.

A perda de prestígio dos bancos e de tudo o que gira em torno deles criou um ambiente de desconfiança. Em um contexto no qual o crédito não flui como deveria, os poupadores deixam de obter retornos proporcionais a seus investimentos e, além disso, as notícias sobre escândalos e corrupções se tornaram comuns, fazendo com que os indivíduos suspeitem da lisura das instituições bancárias e de seus procedimentos.

Os avanços tecnológicos, por outro lado, desempenharam um papel muito importante na criação de empréstimos entre particulares, facilitando o contato entre as partes, a fim de melhor atender suas necessidades.

Portanto, é inevitável considerar que a disseminação do P2P lending era, apenas, uma questão de tempo.

As 5 vantagens centrais do peer to peer lending

Confira, a seguir, os principais benefícios e vantagens que o peer to peer lending pode trazer para quem deseja optar por essa solução.

1. Transparência

Como investidor, você terá a capacidade de escolher os projetos em que deseja economizar e aplicar o seu dinheiro, sabendo, sempre, onde estão alocadas suas economias e os retornos que estão sendo gerados.

2. Digital

Nessa modalidade de empréstimo, não há horários ou locais predeterminados para realizar a transação financeira. Logo, você consegue fazer tudo de forma online: a plataforma está sempre aberta e disponível para utilização.

3. Diversificação

A diversificação de investimentos é facilitada no peer to peer lending, porque eles nunca dependem exclusivamente de um único projeto, uma vez que, a depender dos valores envolvidos, é possível investir em diferentes iniciativas e múltiplas frentes.

4. Rentabilidade de investimento

Ao comparar o peer to peer lending com modelos bancários tradicionais, você confirmará, por si mesmo, que a rentabilidade do investimento é significativamente maior, além de oferecer melhor suporte e mais segurança às suas operações.

5. Melhor relação entre risco e retorno

Todos os modelos de investimento, obviamente, trazem consigo alguns riscos. Trata-se de uma premissa inelutável, porém, a relação entre risco e retorno no peer to peer lending é muito superior às demais alternativas.

Isso acontece porque, conforme mencionado, uma das maiores vantagens do peer to peer lending consiste no fato de que é você quem seleciona o destino de seus investimentos.

Quer conhecer mais sobre o modelo P2P Lending? Conheça a Nexoos – fintech líder de mercado na modalidade que conecta pequenas e médias empresas que necessitam de empréstimos a potenciais investidores.

Entenda Como Vai Funcionar a Nova Regulamentação para Fintechs de Crédito

Regulamentação de fintechs de crédito pelo Banco Central é vitória do setor

Banco Central divulgou nesta quinta-feira, 26 de abril de 2018, nova regulação que deve aumentar competitividade e reduzir os juros.

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O Conselho Monetário Nacional publicou a Resolução n. 4.656, que trata da regulação de fintechs de crédito pelo Banco Central do Brasil. O projeto vai criar dois novos tipos de instituições financeiras: Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), correspondente ao modelo Peer to Peer Lending (P2P), ou empréstimo coletivo, no qual sites conectam pessoas (ou empresas) que estão buscando empréstimos a investidores buscando retornos acima da média; e Sociedade de Crédito Direto (SCD), onde empresas emprestam seu próprio capital para pessoas físicas.

Esta é uma conquista para todas as fintechs que trabalham com crédito digital, que a partir dessa quinta-feira poderão entrar com pedido de abertura de instituição financeira nas novas modalidades SEP ou SCD, o que as torna independentes e mais competitivas em relação aos bancos tradicionais. É o caso da Nexoos – fintech líder de mercado na modalidade Peer to Peer Lending (P2P) – empréstimo coletivo – que conecta pequenas e médias empresas que necessitam de empréstimos a potenciais investidores.

A regulamentação permite que as fintechs ofereçam serviços de análise de crédito, atuar como corretor de seguros e, ainda, emitir moeda eletrônica. Hoje, as fintechs trabalham como correspondentes bancários de instituições financeiras parceira para poder oferecer empréstimos. Daniel Gomes, CEO da Nexoos comenta: “A regulação proposta é muito positiva, pois vai trazer mais competição e eficiência ao mercado, e, portanto, tem potencial de reduzir a taxa de juros. Quem ganha é o consumidor final”. A regulamentação também estimula o surgimento de novas fintechs, além de possibilitar o crescimento das fintechs que já atuam no mercado.

Para as fintechs aderentes à SEP, houve uma mudança importante no limite máximo de risco que o investidor pode tomar, comparando com o edital de consulta público lançado em Agosto de 2017. No primeiro edital este limite era de R$ 50 mil por investidor, considerando todas as suas operações na nova modalidade. Na nova proposta, o Banco Central regulamentou um limite de R$ 15 mil por operação, mas sem delimitar a quantidade de operações. “Esta mudança representa um grande avanço para o setor, pois viabiliza o modelo de negócio e incentiva a diversificação”, afirma Gomes.

 

Nexoos – Liberação de Convites

A Nexoos, plataforma de peer-to-peer lending, está liberando convites para acesso de investidores! Se você tem interesse em conhecer,  e quem sabe  investir, peça o seu convite aqui.

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Peça o seu Convite Investidor na Nexoos

É excelente ver que o peer-to-peer lending, que já é sucesso em todo o mundo, também chegou ao Brasil. Agora nossos investidores terão acesso a uma opção muito interessante, com retornos expressivos!

Fintechs em alta! Nova plataforma de empréstimos P2P

Nova plataforma de Empréstimos e Investimentos

Mais uma startup interessante saindo do forno! A Nexoos está lançando sua plataforma de empréstimos e investimentos.

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A Nexoos facilita empréstimos peer-to-peer (de ponta a ponta) para Pequenas e Médias Empresas, conectando-as com pessoas dispostas a financiá-las, ou seja, um crowdfunding de empréstimos. Dessa forma, as empresas tem acesso a taxas de juros mais baixas e os investidores retornos mais expressivos. Isso é possível devido ao uso intensivo de tecnologia, tornando o processo mais automatizado e eficiente.

Ao redor do mundo, esse modelo já foi validado e tem crescido exponencialmente, a própria Nexoos já possui operação na América Latina. Agora chegou a vez do Brasil e é muito bom que está virando uma realidade por aqui também!

Quer fazer parte?

A Nexoos já está recebendo inscrições de empresas interessadas em obter crédito. Assim como investidores interessados em obter acesso à plataforma e conhecer as oportunidades de investimento.

  • EmpresaClique aqui se você se possui uma empresa e quer se cadastrar para receber um convite.
  • InvestidorClique aqui se você se quer receber o convite de investidor

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Ainda está com dúvidas de como funciona? Ainda não entendeu essa questão de peer-to-peer lending? Leia esse outro post P2P Lending – O que é.

Quero deixar claro que eu, o autor desse blog, sou um dos fundadores da Nexoos, portanto claro que sou suspeito para falar, mas vale a pena dar uma olhada.

Abraços,

Daniel Gomes

 

 

 

 

P2P Lending (Parte 3 – História)

O Início

O peer-to-peer lending está crescendo expo-Giles-Andrews_LG
nencialmente e conquistando o mundo, mas nem sempre foi esse sucesso. Tudo começou em 2005 com Giles Andrews, fundador da britânica Zopa (foto).
Logo depois surgiram as norte-americanas Prosper e Lending Club, em 2006. Na maioria dos países enfrentou problemas regulatórios, pois a atividade de aproximação das partes realizada pelas plataformas, muitas vezes é confundida com intermediação financeira. Demorou um tempo para essa nova modalidade se provar uma alternativa de crédito que traz benefícios para a sociedade. Um exemplo disso foi a Prosper, segundo maior plataforma dos EUA que precisou parar as operações por quase 9 meses em 2008; e a própria Zopa que teve problemas com suas operações na Itália.

 

Crescimento

No entanto, por volta de 2011-2012 o jogo virou. O peer-to-peer lending mostrou o seu valor e as autoridades locais precisaram agir para regulamentar essa nova atividade. Como aconteceu na Inglaterra, onde em 2014 o governo reconheceu a importância crescente do financiamento coletivo e regularizou essa nova modalidade de empréstimos (FCA 2014).

 

A Lending Club, maior player do ocidente, lançou a sua oferta pública inicial (IPO) em Dezembro de 2014, onde captou mais de U$8.9 bilhões.

 

America Latina

Na America Latina, o mercado de empréstimos P2P ainda não é desenvolvido como na Inglaterra ou EUA. No momento, as principais três empresas que oferecem empréstimos peer-to-peer são: Afluenta (Argentina), Cumplo (Chile) e Prestadero (México). No entanto, estamos em um momento chave onde diversas plataformas estão surgindo e devem ser apoiadas pois fomentam o crescimento das comunidades locais.

 

Plataformas pelo Mundo

A figura abaixo fornece uma visão geral das principais plataformas de p2p lending ao redor do mundo:
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Montate de empréstimos facilitados atualizado em abril de 2015

 

Tendência

No mundo inteiro essa modalidade de empréstimos está ganhando cada vez mais espaço e o crescimento tem sido exponencial, conforme pode ser visto no gráfico abaixo, que representa o total de empréstimos facilitados na Inglaterra, um dos mercados mais estáveis e maduros:

 

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Esperamos os próximos capítulos e principalmente que o Brasil venha a ter grande relevância nesse meio.

Espero que tenham gostado e comentem!

Abraços,
Daniel Gomes

Quais os riscos de investir em peer-to-peer lending? P2P Lending Parte 2

Pretende investir em plataformas de financiamento coletivo? Entenda os riscos

No post O que é o Peer-to-peer Lending? Parte 1 falei sobre informações gerais a respeito do financiamento coletivo, ou peer-to-peer lending — recomendo a leitura antes de ler o post de hoje, no qual irei abordar os riscos de se investir em plataformas desse tipo.

 

Como qualquer outro investimento, existem riscos nessa modalidade. Para obter o retorno esperado, o investidor deve entender quais são eles e investir de maneira consciente.

 

Ainda não existem plataformas que oferecem o verdadeiro peer-to-peer lending no Brasil, mas em breve elas chegaram em peso, assim como ocorreu com o Crowdfunding. Portanto, essas dicas serão muito valiosas. Esse post é baseado na minha experiência própria como investidor em plataformas da Inglaterra, como Funding Circle, Zopa e RateSetter (as três maiores da Europa).

 

Entenda as regras do jogo

O primeiro passo é o aprendizado de como funciona a plataforma que você está investindo. Cada marketplace possui um conjunto de regras diferentes, que variam em relação a diversos fatores, como por exemplo, quem estabelece a taxa de juros, se é um leilão ou taxa de juros pré-estabelecida, o prazo de recebimento dos pagamentos, etc. É essencial que o investidor estude-as antes de investir.

 

Diversifique!

Após compreender como funciona, é hora de investir! Regra número 1: diversifique!
Essa é o principal conceito que um investidor precisa ter em mente, não coloque todos os ovos em apenas uma cesta. O financiamento coletivo pode oferecer taxas de retorno bem maiores do que outros investimentos. Porém, para evitar perdas, o investidor deve diversificar seus investimento. Meu conselho é que nenhum investimento isolado deve representar mais do que 5% de todo o portfólio. Ao passo que o montante investido vai aumentando, esse percentual deve ser ainda menor.

 

Invista de forma consciente

Antes de fazer qualquer investimento, analise e estude a empresa ou pessoa que vai receber o seu dinheiro.
Parece um processo difícil, mas é apenas no início. Ao passo que se vira um investidor frequente, você irá saber os atalhos de como analisar corretamente e de maneira fácil e rápida. Muitas plataformas ainda oferecem ferramentas que diversificam e investem seu dinheiro automaticamente, respeitando alguns filtros previamente estabelecidos. Após pegar a confiança na plataforma, essa ferramenta é uma ótima alternativa.

 

Inadimplência é parte do jogo

Sim, infelizmente é assim que funciona. Por mais criterioso que você e a plataforma sejam, sempre haverá um percentual de tomadores que não pagarão o empréstimo conforme acordado. Esteja ciente disso e não deixe que afete o seu retorno. Lembra da regra número 1? Diversifique! O investidor consciente sabe que X % do seu portfólio poderá entrar em default (inadimplência) e isso não afeta o seu retorno, pois foi planejado levando esse percentual em consideração. Procure saber qual a taxa média de default da plataforma em que está investindo, diversifique e leve esse percentual de perda em consideração no seu planejamento.

 

Seguindo esses passos, o investimento em plataformas de financiamento coletivo são ótimas alternativas.

 

Interessado no tema? Comente! Vamos usar esse espaço para discustir e fomentar essa modalidade no Brasil.

 

Abraços,
Daniel Gomes

 

Peer-to-peer Lending (Parte 1 – O que é)

P2P-Lending-and-Options-TradingConforme prometido, os primeiros posts fornecerão uma visão geral dos principais temas a serem discutidos no blog. O primeiro deles é o peer-to-peer lending (ou P2P Lending). Ainda não temos um termo exato em português. Talvez “financiamento coletivo”, “comunidade de empréstimos” ou ainda “empréstimos entre pares”— Qual você prefere? Alguma outra sugestão?

 

O que é?
Bom, antes de explicar, vale a pena lembrar basicamente como funciona um banco: De um lado temos os investidores, que colocam suas economias no banco em troca de um retorno –  por exemplo a famosa poupança. Do outro lado temos os tomadores de empréstimos, que pegam dinheiro do banco e repagam com o acréscimo de uma taxa de juros. Simplificando (bastante), o modelo de negócio do banco é fornecer o menor retorno possível para os investidores e por outro lado, a maior taxa de juros para tomadores, assim a diferença é a margem que fica para o banco.

 

Nesse contexto, o P2P lending surgiu como uma alternativa para ambos os lados não dependerem dos bancos. Ora, se o João precisa de dinheiro e ao mesmo tempo o Carlos tem dinheiro para investir, por que não conecta-los diretamente, ambos conseguindo taxas melhores que conseguiriam nos bancos? Simples assim, plataformas de P2P Lending são sites que conectam pessoas (ou empresas) que estão buscando empréstimos com investidores buscando retornos acima da média.

 

Como funciona?
Existem inúmeras variações na maneira de funcionamento das plataformas por todo o mundo, mas de maneira geral, elas seguem os passos a seguir:
 1) O tomador do empréstimo se inscreve na plataforma, preenche uma série de informações e solicita o empréstimo.
 2) A plataforma analisa a solicitação e aprova ou rejeita.
 3) Caso aprovada, a solicitacao é publicada na plataforma.
 4) Os investidores cadastrados acessam a plataforma e vêem todas as solicitações listadas, escolhendo quais lhe são atrativas e então podem investir.
 5) Caso a solicitação receba um número suficiente de investidores para completar 100% do valor solicitado, o empréstimo é então concretizado e o montante arrecadado é transferido para o tomador do empréstimo.
 6) Nos meses subsequentes, o tomador do empréstimo deve realizar os pagamentos de acordo com a taxa de juros e prazo acordados.

 

Quem pode participar?
O P2P lending surgiu como uma solução para pessoas, dai o termo peer-to-peer. Porém, hoje em dia existem muitas plataformas que também aceitam empresas como tomadores do empréstimo e investidores institucionais. Também existem plataformas especializadas em nichos, como por exemplo, financiamento estudantil ou mercado imobiliário. Ou seja, é uma alternativa aberta para diferentes segmentos.

 

Quais vantagens?
Não é novidade nenhuma que os bancos não estão satisfazendo às necessidades de seus clientes. Com o P2P lending, os usuários consegue uma série de vantagens.

 

Do lado dos tomadores, a principal vantagem é a taxa de juros, que geralmente é menor do que aquela oferecida pelos bancos. Além disso, o processo é 100% online , portanto muito mais simples e fácil do que pedir um empréstimo em um banco.

 

Já para os investidores, a taxa de retorno também a principal vantagem. Ou seja, ao invés de obter aproximadamente 6,5% ao ano na poupança, ou em torno de 13% em um CDB, por meio do peer-to-peer lending poderia obter retornos em torno de 15% a 25% a.a. Além do retorno, simplicidade, facilidade e controle total dos investimentos são outros benefícios.

 

Quais os riscos?
Sim, claro que existes riscos atrelado ao peer-to-peer lending. E devemos tratá-los com muita atenção. Essa questão será abordado no próximo post Quais os riscos de investir em peer-to-peer lending?.

 

Como começou?
Também irei escrever em breve um post sobre a “História do peer-to-peer Lending” para contar um pouco sobre as principais plataformas do mundo e como isso tudo começou.

 

Comentem e aguardem os próximos posts para mais informações.

 

Abraços,
Daniel Gomes