Início Site Página 83

Gás natural: solução para descarbonização da eletricidade e da indústria

0
Gás natural: solução para descarbonização da eletricidade e da indústria

O gás natural é uma solução potencial apontada para o futuro do país. Com avanços que podem contribuir significativamente para questões relacionadas à sustentabilidade, meio ambiente e consequências das ações da população, esta alternativa é uma solução para reduzir os impactos causados pelo dióxido de carbono do carvão e petróleo, além de poluentes altamente tóxicos que trazem grandes problemas para a nossa sociedade.

O combustível é o mais limpo quando se trata de transição energética, reduzindo a emissão de gases e combatendo o aquecimento global. Dessa forma é possível ter menos da metade do que é provocado no uso do dióxido e cerca de 30% a menos do que as alternativas utilizadas pela indústria petrolífera.

Segundo Eduardo Navarro Antonello, fundador da Golar Power e Macaw Energies e consultor de energia, o gás natural tem papel de extrema relevância e pode contribuir muito para o avanço de variados setores.

“Por ser um recurso amplamente disponível e bem redistribuído em todo o mundo, o gás natural desempenha um papel importante na geração de energia e é uma solução simples e imediata para a descarbonização da eletricidade e da indústria – especialmente em setores de alto consumo de energia (mineração, aço, cimento etc.)”, revela.

Gás natural é fundamental para a transição energética no Brasil

Apesar de inúmeros avanços no Brasil, o que tem permitido novas soluções para a universalização da energia, faltam investimentos para ampliar o acesso ao serviço. De acordo com o consultor Eduardo Navarro Antonello, fundador da Golar Power e Macaw Energies, o Gás Natural é fundamental para a transição energética brasileira e se revela como uma grande solução para a descarbonização da eletricidade e da indústria.

O recurso é altamente disponível no país, com fácil transporte nas versões comprimida e liquefeita. O especialista aponta que uma solução rápida e imediata para o tema, seria o aproveitamento do gás natural para a redução de emissões, substituindo principalmente o diesel em ônibus e caminhões. Grandes benefícios também podem ser atraídos para a economia, como a redução de custos em fretes rodoviários.

Dados de uma pesquisa do International Energy Agency (IEA), revelam que a substituição da geração de energia de carvão por usinas de energia de gás natural já existentes, seria capaz de reduzir até 1,2 gigatoneladas de emissões de CO2 em todo o mundo. O número equivale às emissões do uso de energia de 144,5 milhões de residências por um ano. O levantamento aponta ainda que tal medida seria capaz de diminuir as difusões globais do setor de energia em 10% e totais de CO2 relacionadas à energia em 4%.

Se compararmos com o diesel e a gasolina, o gás natural pode trazer impactos menores na irradiação de gases de efeito estufa entre 20 e 30%. Já em relação a veículos que utilizam o combustível, o impacto também é relevante, sendo: de 70 a 90% no monóxido de carbono, 75 a 95% no óxido de nitrogênio, 50 a 75% no gás orgânico não metano. Em caso do gás natural ser proveniente do biogás, as emissões são quase neutralizadas totalmente.

“Ao possibilitar reduções substanciais de emissão, o gás natural torna-se um eficiente substituto tanto para o consumo doméstico, industrial e mesmo nos veículos leves e pesados”, destaca o consultor Eduardo Navarro Antonello, em artigo sobre a independência energética no país ao Portal Petróleo Hoje.

O que é descarbonização da eletricidade e da indústria?

A descarbonização é um processo que tem como objetivo reduzir a emissão de carbono, principalmente do dióxido de carbono, também conhecido como CO². A principal finalidade deste trabalho é promover uma economia global e conseguir a neutralidade climática por meio da transição energética. Dessa forma é possível reduzir uma das principais causas do efeito estufa e de grandes mudanças no meio ambiente.

Para realizar tal processo, no entanto, é necessário que seja feita a transição energética, eliminando o carbono da geração de energia e na indústria. Tudo isso é feito utilizando alternativas limpas que emitem apenas resíduos que o planeta pode absorver.

Como já verificamos, o gás natural pode reduzir entre 20 e 30% o impacto de gases de efeito estufa, de 70 a 90% no monóxido de carbono, 75 a 95% no óxido de nitrogênio e 50 a 75% no gás orgânico não metano.

O que é e para que serve a pegada de carbono?

Uma das alternativas utilizadas para calcular o impacto da emissão de carbono na atmosfera é a pegada de carbono. A medida consegue quantificar as difusões de gases estufas, durante o ciclo de vida de um produto, processos ou serviços.

Com essa técnica é possível avaliar as mudanças climáticas causadas pelo lançamento de gases, através de cada processo e ação humana. Dentre eles podemos citar o cultivo de arroz, desmatamento, queimadas, produção de cimento e etc. 

Brasileiros agora podem limpar o nome no Serasa e SPC antes de pagar as dívidas

0
Brasileiros agora podem limpar o nome no Serasa e SPC antes de pagar as dívidas

Negativados tem uma opção para aprovar financiamento, empréstimo ou cartão de crédito. A partir de agora, o cidadão ou empresa brasileira pode limpar seu nome, aumentando o score e restabelecendo o crédito em até 15 dias através de procedimento 100% legal com base na LGPD e no código de defesa do consumidor.

De acordo com SPC BRASIL, atualmente 4 em cada 10 brasileiros estão negativados nos órgãos de proteção de crédito e calcula-se mais de 6 milhões de empresas na mesma situação.

No Brasil, os principais órgãos de proteção de crédito são: Serasa, SPC, SPC Brasil Boa Vista e CENPROT. Eles mantêm registros detalhados de informações financeiras, incluindo pagamentos de contas, endereços, salários e outros fatores que possam afetar a pontuação de crédito de uma pessoa.

Como conseguir limpar o nome e aprovar um novo crédito sendo que a pessoa está com score baixo ou possui restrições no CPF ou CNPJ?

Luiz Dória, diretor de expansão na empresa ARRUDACRED – Recuperação de Crédito, que também é consultor de negócios e especialista em gestão de financeira para pessoas e empresas com dificuldade de acesso ao crédito, explica: “Com base na LGPD e código de defesa do consumidor, cidadãos e empresas podem entrar com ação judicial exigindo a exclusão dos apontamentos e restrições que aparecem no seu CPF ou CNPJ nos órgãos de proteção de crédito solicitando verificação se todos os procedimentos descritos na lei foram atendidos e também baseado no fato destes orgãos não possuírem autorização do proprietário das informações para divulgá-los. O grande problema é que nossa legislação é lenta e um processo desses pode levar de 3 até 4 anos para concluir o que acaba tornando a opção pouco utilizada além do alto custo com honorários e despesas processuais”.

Segundo Dória, existe uma saída: associações comerciais ou organizações de proteção ao consumidor, que já possuem uma ou mais ações desse tipo, podem solicitar uma liminar ao juiz para um novo membro e daí então, em cerca de 15 a 20 dias, é possivel ter o nome limpo se a pessoa ou empresa se tornar membro de uma dessas associações.

Como funciona a liminar judicial e o que se deve esperar dela?

Duas características estão sempre presentes quando se fala em limpeza de nome através de liminar judicial: a primeira é que quando o cliente devedor paga uma dívida que estava inscrita no Serasa, o credor remove o apontamento da dívida, porém o histórico de “mal pagador” fica lá e isso deixa o score baixo dificultando a obtenção de novo crédito por um longo tempo. Já quando utiliza a liminar judicial, o órgão remove todos os apontamentos existentes (dívidas, cheques, protestos e outras) incluindo todo seu histórico, dessa forma, o score do cliente volta para o patamar mais alto que já esteve e daí sim, algum tempo depois é possível conseguir aprovação de novo crédito em outra instituição financeira.

A segunda é quando o credor percebe que o cliente entrou com a liminar e está com seu CPF ou CNPJ blindado por 12 meses ou mais, ele perde sua melhor carta para ter sucesso na cobrança. Dória conta que já acompanhou clientes que tiveram propostas de descontos que chegaram até 90% para negociar e quitar suas dívidas.

Como não cair em golpes? Este tipo de serviço realmente funciona?

Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil mostra que um em cada dez inadimplentes já contratou empresas para limpar o nome e em metade dos casos o nome não foi limpo. Dória comenta: “A pessoa ou empresa que está pensando em utilizar um serviço de limpeza de nome, deve, inicialmente, se fazer a seguinte pergunta: com esse valor que pagarei, seria possível a empresa arcar com os honorários de um advogado, entrar com uma petição de liminar judicial e ainda bancar todos os custos administrativos envolvidos? Se a resposta for não, e acredite: com 150-300 reais não dá para fazer isso, eu penso que você deve pensar muito bem antes de contratar essa empresa.”

Segundo Dória, outra recomendação muito eficiente é pesquisar se aquela empresa não possui reclamações na própria internet, por exemplo no Google e no site ReclameAqui. Existem muitas empresas de boa reputação e qualidade no serviço, porém, infelizmente, como em outros segmentos, existem muitos oportunistas e pessoas querendo tirar vantagem da situação dos outros. Por isso, ele sugere: “O interessado deve sempre verificar a existência e ler o contrato de prestação de serviços. Deve consultar o CNPJ da empresa que consta no contrato e buscar o máximo de referências que puder.”

Para mais informações, acesse: www.arrudacred.com.br

O Segredo das Vendas SaaS: Leonardo Ferreira lança livro revelador sobre vendas no mercado de software

0
O Segredo das Vendas SaaS: Leonardo Ferreira lança livro revelador sobre vendas no mercado de software

Empreendedor bem-sucedido compartilha técnicas e estratégias para impulsionar o crescimento no mundo acelerado do software baseado em nuvem

Leonardo Ferreira, autor e CEO da startup Omnismart, lança seu segundo livro, “O Segredo das Vendas SaaS“, disponível na Amazon (https://www.amazon.com/dp/B0BYFWGPCV). A obra traz princípios e estratégias usadas por equipes de vendas bem-sucedidas no mercado de software como serviço (SaaS) para expandir seus negócios.

O livro aborda os desafios e oportunidades únicas enfrentados pelas empresas de SaaS e oferece conselhos práticos para superar esses obstáculos e capitalizar essas oportunidades. Baseado em técnicas comprovadas e dicas práticas, “O Segredo das Vendas SaaS” é um guia essencial para profissionais de vendas, fundadores de startups e executivos experientes que buscam construir uma equipe de vendas bem-sucedida e impulsionar o crescimento no mercado de software em rápido crescimento.

O livro é destinado a um público diversificado, desde diretores de vendas, entusiastas de vendas, CEOs, chefes de estratégia e vendas, fundadores de startups e outros profissionais envolvidos em vendas de SaaS. A obra fornece conselhos práticos e técnicas comprovadas aplicáveis a diversos negócios, sendo adequada para leitores de diferentes formações e níveis de experiência.

Leonardo Ferreira é um empreendedor de sucesso, com vasta experiência no mercado de software como serviço. Ele é CEO da Omnismart, uma STARTUP de tecnologia SAAS. Ferreira possui formação acadêmica sólida, com MBA Executivo em Digital Business pela USP/SP e pós-graduação em Gestão de Projetos pelo Centro Paula Souza, além de especializações em Transformação Digital e Cultura e Processos de Gestão da Inovação pelo MIT(Massachusetts Institute of Technology) e ESPM.

Com a experiência adquirida ao longo de sua carreira, Ferreira escreveu “O Segredo das Vendas SaaS” para ajudar outros líderes de empresas a estruturar e escalar seus times de marketing e vendas com base em técnicas e processos eficazes. Além de ser CEO da Omnismart e autor deste livro, Ferreira também é fundador da Youmentor e da TW-Solutions, empresas que atuam em diferentes segmentos do mercado.

Para saber mais sobre “O Segredo das Vendas SaaS” e adquirir seu exemplar, visite a página do livro na Amazon: https://www.amazon.com/dp/B0BYFWGPCV

O Segredo das Vendas SaaS: Leonardo Ferreira lança livro revelador sobre vendas no mercado de software

0
O Segredo das Vendas SaaS: Leonardo Ferreira lança livro revelador sobre vendas no mercado de software

Empreendedor bem-sucedido compartilha técnicas e estratégias para impulsionar o crescimento no mundo acelerado do software baseado em nuvem

Leonardo Ferreira, autor e CEO da startup Omnismart, lança seu segundo livro, “O Segredo das Vendas SaaS“, disponível na Amazon (https://www.amazon.com/dp/B0BYFWGPCV). A obra traz princípios e estratégias usadas por equipes de vendas bem-sucedidas no mercado de software como serviço (SaaS) para expandir seus negócios.

O livro aborda os desafios e oportunidades únicas enfrentados pelas empresas de SaaS e oferece conselhos práticos para superar esses obstáculos e capitalizar essas oportunidades. Baseado em técnicas comprovadas e dicas práticas, “O Segredo das Vendas SaaS” é um guia essencial para profissionais de vendas, fundadores de startups e executivos experientes que buscam construir uma equipe de vendas bem-sucedida e impulsionar o crescimento no mercado de software em rápido crescimento.

O livro é destinado a um público diversificado, desde diretores de vendas, entusiastas de vendas, CEOs, chefes de estratégia e vendas, fundadores de startups e outros profissionais envolvidos em vendas de SaaS. A obra fornece conselhos práticos e técnicas comprovadas aplicáveis a diversos negócios, sendo adequada para leitores de diferentes formações e níveis de experiência.

Leonardo Ferreira é um empreendedor de sucesso, com vasta experiência no mercado de software como serviço. Ele é CEO da Omnismart, uma STARTUP de tecnologia SAAS. Ferreira possui formação acadêmica sólida, com MBA Executivo em Digital Business pela USP/SP e pós-graduação em Gestão de Projetos pelo Centro Paula Souza, além de especializações em Transformação Digital e Cultura e Processos de Gestão da Inovação pelo MIT(Massachusetts Institute of Technology) e ESPM.

Com a experiência adquirida ao longo de sua carreira, Ferreira escreveu “O Segredo das Vendas SaaS” para ajudar outros líderes de empresas a estruturar e escalar seus times de marketing e vendas com base em técnicas e processos eficazes. Além de ser CEO da Omnismart e autor deste livro, Ferreira também é fundador da Youmentor e da TW-Solutions, empresas que atuam em diferentes segmentos do mercado.

Para saber mais sobre “O Segredo das Vendas SaaS” e adquirir seu exemplar, visite a página do livro na Amazon: https://www.amazon.com/dp/B0BYFWGPCV

MULHERES NA GOVERNANÇA

0
MULHERES NA GOVERNANÇA

Mulheres na Governança

Eduardo Gil da Silva Carreira*

Em termos gerais, Governança é utilização de mecanismos de liderança, estratégia e controle para avaliar, monitorar e direcionar a gestão com objetivo produzir melhores políticas públicas e serviços adequados. Uma das pioneiras no estudo da Governança, Cristiane Nardes, hoje diretora de Governança do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público (IGCP) e fundadora da Rede Governança Brasil (RGB), destaca a relevância das mulheres na Governança Pública.

Promover a participação plena e efetiva das mulheres, com igualdade de oportunidades em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública é um desafio global. A ausência feminina nesses espaços é perceptível e os números expõem o desequilíbrio. Em recente evento, Cristiane Nardes apresentou dados referentes à atuação das mulheres na política, demonstrando que o Brasil está na posição 94˚ no índice de desigualdade de gênero (IDG), na comparação entre 146 países, ficando bem atrás de países como o Moçambique (34º) e Bolívia (51º). Notadamente em países mais avançados, a mulher tem um papel mais efetivo no desenvolvimento, contribuindo para o crescimento da sociedade e tendo maior valorização em sua carreira. A Coordenadora do Comitê Governança no Poder Legislativo da RGB, Alzira Fernanda Brasil, destaca a presença e atuação feminina na rede, enfrentando os desafios da implantação das boas práticas de Governança, e gerenciamento de crises no âmbito governamental, com um profundo desejo de transformação. Pesquisa feita pela mestranda Monique Cardoso, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com empresas brasileiras, relaciona a liderança feminina com melhores resultados em ESG (Environmental, Social and Governance), e indicam que a presença feminina faz bem aos negócios e traz lucros maiores e por mais tempo. Contudo, ainda há resistência em derrubar as barreiras da diversidade, mesmo diante dos números, permanecendo inalterado o percentual de gestoras nas últimas décadas.

Em que pese o caminho da inclusão esteja sendo trilhado, resta evidente que ainda é muito pouco, devendo a temática ser constantemente abordada por meio de debate propositivo, para que tenhamos mais mulheres em cargos de liderança, em diferentes espaços. As duplas e mesmo triplas jornadas femininas dificultam o desenvolvimento educacional e profissional. Há diversas situações limitantes, que margeiam a discriminação de gênero, o que integra o dilema ético das organizações. Ainda, o inconsciente que considera as mulheres não aptas para determinadas carreiras ou funções; os assédios morais e sexuais; síndromes de impostoras (que são as próprias mulheres se julgando incapazes para evoluir em suas carreiras); o dilema entre a maternidade e carreira; a falta de apoio para cuidar dos filhos ou dos pais; e retaliações e perseguições que podem interromper uma carreira virtuosa, e impedem de alcançar funções de destaque.

Para progredir para uma sociedade mais justa, a diferenciação de gênero precisa ser observada, a fim de potencializar a colaboração feminina com as organizações por meio da diversidade de seus pensamentos, incrementando a criatividade e a inovação, resultando benefícios para sociedade. A representatividade das mulheres na Governança de organizações públicas e privadas, deve ser valorada e tratada com comprometimento, de forma a tracionar a presença feminina como agentes atuantes de transformação.

Na Foto: Cristiane Nardes, hoje diretora de Governança do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público (IGCP) e fundadora da Rede Governança Brasil (RGB), destaca a relevância das mulheres na Governança Pública. Foto: Arquivo pessoal.

*Eduardo Gil da Silva Carreira

Advogado OAB/RS 66.391

Membro do Comitê Governança no Poder Legislativo

da Rede Governança Brasil

Pós-Graduando em Governança Pública – EBRADI

O Futuro das Câmaras Municipais: da Governança à Esperança

0
O Futuro das Câmaras Municipais: da Governança à Esperança

Há algum tempo as Câmaras Municipais eram reconhecidas como a “casa do povo”, pois de todos os políticos eleitos, vereadores são os representantes mais próximos da população. Infelizmente, hoje em dia o Poder Legislativo Municipal é desprezado pela sociedade, devido à grave crise de confiança política que afeta diretamente vereadores(as) e servidores(as) das casas legislativas.

Conhecedora da difícil realidade que enfrentam os municípios, principalmente no interior do país, Alzira Fernanda Brasil, servidora da câmara municipal de Paracatu/MG, aceitou o desafio de também integrar a Rede Governança Brasil (RGB), direcionando a produção de conhecimento, soluções e melhores práticas de Governança com foco no Poder Legislativo, onde assume a coordenação do Comitê de Governança no Poder Legislativo.

A Rede é composta por um corpo de voluntários, com habilidades multi e interdisciplinares, provindos de todas as esferas, públicas e privadas, incluindo as Federais, Estaduais e Municipais, que vêm realizando um trabalho memorável para sociedade, convergindo seus esforços em tornar a administração pública e privada mais íntegras, efetivas, proveitosas e capacitadas, com o objetivo de transformar o Brasil e o Mundo.

A coordenadora Alzira Brasil afirma que “Através da governança é possível melhorar os resultados apresentados pelas câmaras municipais para a sociedade, tornando a gestão mais simples e eficiente, o que diminui a possibilidade de erros que levam a corrupção e ao desperdício de recursos públicos. Com isso, conseguimos melhorar a imagem da instituição e dos parlamentares e, aos poucos, conseguiremos reestabelecer a confiança do cidadão com a classe política”.

Espera-se que essa iniciativa tenha aderência das câmaras municipais, pois, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), a governança pública é um sistema que busca estabelecer o equilíbrio de poder entre cidadãos, representantes eleitos, alta administração, gestores e colabores, com a intenção de garantir que o bem comum prevaleça sobre os interesses de pessoas. É evidente, que a governança produz diversos benefícios para todos.

“Não é fácil ser político! Sem uma boa governança, em breve será uma atividade impossível de ser exercida pelo vereador. Através desse trabalho é possível devolver o papel de destaque ao poder legislativo municipal”, complementou Alzira após participar do Congresso dos Municípios, Associações e Consórcios de Santa Catarina, onde o Ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, apresentou a palestra com tema “Governança para Sustentabilidade”.

Na Foto: Da esquerda para direita: Coordenadora de Governança no Legislativo Alzira Fernanda Brasil, Prefeito de Agrolândia (SC) José Constante, Ministro do Tribunal de Contas da União e Embaixador da Rede Governança Brasil Augusto Nardes, e Rudi Sander, prefeito de São Carlos (SC).

5 tendências de mobilidade urbana

0
5 tendências de mobilidade urbana

A mobilidade é uma das necessidades mais básicas do ser humano, a demanda a respeito de deslocar-se de um ponto a outro dentro de seu bairro, cidade e algumas vezes entre cidades é cotidiana, seja por motivo de trabalho, estudo, ida ao médico ou até mesmo passeio.

E por conta de sua fundamentalidade é um assunto que gera grandes expectativas e tendências a respeito de diversas frentes nos próximos anos, no que tange os avanços tecnológicos, principalmente e com grande foco em qualidade de vida e sustentabilidade.

E é claro que não se pode deixar de lado a consciência de que usamos nossos recursos e precisamos preservá-los. A sustentabilidade no que diz respeito aos meios de transporte público é de grande importância já que está diretamente ligada à redução de emissão de gases poluentes no ar e a melhora na qualidade de vida do cidadão, e pode ser aplicada no uso de combustíveis menos poluentes que permitirão ar mais puro, diminuição das filas de engarrafamento que causam estresse, e aumento da biodiversidade do ecossistema urbano.

Com os avanços tecnológicos, vê-se a movimentação e as mudanças geradas em todos os setores de mercado, incluindo a conectividade. O advento do 5G projeta para um futuro próximo tendências no setor quanto a pagamento e modo de utilização dos transportes com uso de aplicativos.

Veja 5 tendências de mobilidade urbana para os próximos anos abaixo:

Planejamento e integração de diferentes modais

É um modelo entre os diferentes meios de transporte coletivo que vislumbra a integração, entre ônibus, metrô, BRT, VLT, patinete, bicicleta, etc., (no caso de alguns centros urbanos) Com a expansão de grandes cidades/metrópoles vê-se como a necessidade de um planejamento para integração dentro do ecossistema urbano onde o passageiro só precisará pagar uma tarifa única em caso de necessidade de troca de condução.

Investimento em BRT

O BRT é um modelo de transporte, nascido no Brasil e exportado para outros países como México, considerado hoje como o modelo de transporte em vias mais eficiente em questão de redução da poluição em meios urbanos. E também conta com o benefício de ter capacidade superior aos demais meios de transporte que não são metroviários/ferroviários, conhecido como metrô na superfície, comumente na cidade do Rio de Janeiro.

O transporte coletivo BRT é considerado eficiente e faz parte do planejamento da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro para melhorar a mobilidade urbana e qualidade de vida e meio ambiente dos cidadãos, com ampliação da frota. Os veículos novos serão fornecidos pela empresa de Jacob Barata Filho.

A expansão das linhas de BRT já está chegando às cidades de Campinas e ABC que estão recebendo investimento nas estações para melhorar as condições de transporte, redução de tempo de trânsito e qualidade de vida dos passageiros.

Conectividade e pagamento digital

Com advento do 5G a proporção de transeuntes conectados é ampliada em até 100 vezes, o que possibilita a facilidade tanto no uso de aplicativos de transporte quanto na hora de efetuar o pagamento. Sim, o pagamento também tem previsão de que até o ano que vem ele seja facilitado graças à tecnologia e conectividade, na cidade de São Paulo já é possível efetuar pagamento através de QR Code, e em alguns sistemas de bilhetagem já é possível pagar com aproximação de celular e cartão, o que é um avanço esperado para todo o setor de transportes.

Informação em tempo real

Com a facilidade propiciada pelo uso de tecnologia e aparelhos celulares nas ruas, aumenta a eficiência de informações em tempo real que fornecem o benefício de calcular rotas, a lotação dos meios e quaisquer imprevistos que podem surgir no dia a dia.

Menos carros próprios

O Brasil é segundo levantamento da Loft – serviço de venda e aluguel de imóveis – o país com maior uso de aplicativos para se deslocar e de serviços de delivery. A percepção é que as gerações atuais não estão em busca de ter seu próprio automóvel, pela facilidade que é o uso de aplicativos de transporte e viagens.

A transformação no setor de mobilidade urbana já se mostra, embora ainda esteja no processo, um agente facilitador do cotidiano do cidadão não só em questão de locomoção, mas também em melhoria de qualidade de vida, através da redução da poluição ambiental, sonora e visual. E as tendências apresentadas só apontam para um novo tempo na sociedade na totalidade, onde se espera que cada indivíduo possa não apenas ser colaborador de um ecossistema mais limpo e saudável em todas as esferas como também possa usufruir de tais benefícios. 

Por que o transporte público é importante para a sustentabilidade urbana?

0
Por que o transporte público é importante para a sustentabilidade urbana?

Com o crescimento das cidades e evoluções tecnológicas que propiciam essa transformação geográfica/ambiental, um tema que entra em pauta constantemente é “como manter o desenvolvimento sem afetar as próximas gerações?” e é esse equilíbrio que baseia a busca por preservação quando falamos de sustentabilidade.

Baseado na definição acima, podemos, então, dizer que sustentabilidade urbana é conjunto de ações, ideias, estratégias e planejamentos criados para preservar o meio ambiente em um centro urbano, para serem sanadas as necessidades humanas atuais sem que o consumo impeça que as futuras gerações tenham recursos para viver uma vida em equilíbrio.

No cotidiano é natural que cada um faça sua parte na diminuição do consumo de energia, água, tentativa de redução da produção de lixo, mas uma ação que auxilia muito na preservação do meio ambiente é o uso de transporte público. Sim, a diminuição da emissão de poluentes pelo uso de transporte coletivo é um dos benefícios da mobilidade urbana sustentável.

O que é transporte sustentável

No dia a dia, nos deslocamos, seja para o trabalho, escola, faculdade, mercado, e a mobilidade é uma parte fundamental do nosso cotidiano. Proporcional à intensidade com que transitamos, de um lugar a outro, é a utilização de meios de transporte (carros, ônibus, etc.), e, por essa razão, o transporte tem papel fundamental e interfere diretamente em nossa qualidade de vida e no meio ambiente.

A sustentabilidade também diz respeito à mobilidade urbana, uma vez que, como vimos, faz parte da nossa rotina o deslocamento de um lugar a outro. Mas e o que define “transporte sustentável”?

Transporte sustentável é o conjunto de ações que visam manter a mobilidade e a qualidade de vida do indivíduo sem que isso gere impacto ambiental negativo e até mesmo irreparável.

Dados apontam redução de congestionamentos e queda nos acidentes de trânsito

Segundo a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), um ônibus equivale a 25 carros na rua, em contrapartida, segundo o Movimento Respirar, um carro consome até 30 vezes mais combustível por passageiro do que um ônibus.

Leia em: CET e Movimento Respirar

BRT reduz a emissão de poluentes

A utilização do transporte público no cotidiano é benéfico para o meio ambiente, especialmente em relação à redução nos níveis de poluição, pois segundo dados da IPEA, os ônibus são 8 vezes menos poluentes que os carros e 4 vezes menos que as motos, isso porque os transportes coletivos têm capacidade de circular com um número maior de pessoas, reduzindo assim o número de carros e motocicletas. Sem contar a melhoria na mobilidade de forma geral, diminuindo o fluxo de trânsito nos centros urbanos.

Se um ônibus tradicional já tem uma capacidade maior de passageiros por viagem, um ônibus do tipo BRT se caracteriza por ser mais adequado ainda quando falamos de redução de poluentes, isso acontece para além de sua composição e carroceria, também devido aos investimentos em incorporação de novas tecnologias e combustíveis mais modernos. Com isso, os ônibus BRT reduzem a quantidade geral de quilômetros viajados por veículo (VKT).

A prefeitura da cidade do Rio de Janeiro está ampliando a frota de ônibus BRT- e a empresa de Jacob Barata Filho, será a fornecedora, disponibilizando 300 modelos para a renovação das linhas e melhoria na qualidade de mobilidade dos usuários das linhas de BRT.

As estratégias de mobilidade urbana e a implantação de ações e meios de melhoria de transporte coletivo estão diretamente ligadas ao futuro que desejamos que as próximas gerações vivam e ao meio ambiente que vão receber. Uma vez que sustentabilidade passou a ser uma pauta a ser considerada por grandes empresas, pelo Estado e também por causa indivíduo veremos seus benefícios a longo prazo, tais como: qualidade na melhora do ar, diminuição dos níveis de calor e mudanças bruscas de temperatura, preservação da biodiversidade, de maneira resumida teremos uma melhora na qualidade de vida e na interação ser humano e natureza.

A Caravana da Governança Promete Transformar os Municípios Brasileiros

0
A Caravana da Governança Promete Transformar os Municípios Brasileiros

Que a Governança é fundamental para aprimorar a gestão pública, já é consenso no mundo inteiro. A novidade é o Programa Nacional de Governança Pública (PRONAGOV)voltado à capacitação gratuita de servidores, gestores públicos e cidadãos comuns, com objetivo de incentivar e acelerar a implantação da Governança pública em todos os municípios brasileiros.

Minas Gerais é o primeiro estado a receber o programa e no dia 24 de março, Belo Horizonte (MG) será palco da 5ª edição do Seminário de Governança Municipal para prefeitos e gestores públicos.

A “Caravana da Governança” ou “Caravana da Eficiência”, carinhosamente batizada por prefeitos satisfeitos com os resultados obtidos após a implantação da governança em seus municípios, conta com nomes de peso, como o do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, entusiasta e estudioso da governança há mais de 10 anos, notoriamente considerado o “papa da governança” no país.

diretor de novos negócios do Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público (IGCP), que organiza o programa, Henrique Farinon, abrirá o evento com a palestra de lançamento do Pronagov. Segundo Farinon, é uma possibilidade importante de transferência de conhecimento e experiências.

Uma das apresentações mais esperadas é a de Cristiane Nardes, diretora de Governança do IGCP e atualmente uma das maiores lideranças femininas no pais. Após o primoroso trabalho realizado à frente da primeira Secretaria de Governança e Compliance do Governo do Distrito Federal, Cris Nardes fundou a Rede Governança Brasil (RGB) que hoje está presente em 26 estados e no Distrito Federal/DF e em 9 países, Brasil, Portugal, Peru, Argentina, Suécia, Inglaterra, Suíça, Japão e Chile, tendo mais de 540 voluntários trabalhando de forma colaborativa por um país melhor. 

O Vice-presidente da Rede Governança Brasil, Flávio Feitosa, reforça o time composto por alguns dos maiores especialistas em governança do país. 

Entre os especialistas, também estão Cláudio Couto Terrão, conselheiro ouvidor do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Brunno Sitônio Fialho de Oliveira, Conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o prefeito de Ouro Branco-MG, Hélio Márcio Campos e a assessora técnica especializada da presidência do Tribunal de Justiça de MG, Tatiana Camarão que apresentará conhecimentos acerca da Nova Lei de Licitações.

E como o assunto é transformar o Brasil, não poderia faltar a Growth Hacker Alzira Fernanda Brasil, servidora da Câmara Municipal de Paracatu-MG e voluntária da Rede Governança Brasil, onde coordena o Comitê do Poder Legislativo. Alzira Brasil lidera movimentos de tecnologia e inovação para parlamentos no Brasil e no mundo e possui um grande histórico de ativismo em prol da eficiência no serviço público, tornando prefeituras e câmaras municipais mais criativas, sensíveis e efetivas. Por sua luta contra o desperdício de recursos públicos, já foi condecorada nos Estados Unidos.

O Pronagov é um importante movimento para que recursos públicos possam ser melhor investidos, promete chegar a 90% dos municípios brasileiros, em até 5 anos e já conta com importantes parceiros como o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), entre outros.

Iniciativas como essa são necessárias para que a população seja atendida de maneira mais eficaz.

Que venham mais Caravanas da Governança pelo pais!

Vale lembrar que o seminário é gratuito e será realizado dia 24/03, de 9h às 18h, no auditório da FIEMG, na Av. do Contorno, 4456, Funcionários, Belo Horizonte – MG

Inscrições Limitadas!

Faça sua inscrição AQUI

Mercado de GNL doméstico necessita de demanda firme

0
Mercado de GNL doméstico necessita de demanda firme

A produção de GNL doméstico no Brasil tem avançado, mas ainda precisa de uma demanda consistente, segundo o especialista Eduardo Navarro Antonello, fundador da Golar Power e da Macaw Energies.

Embora a construção de novos dutos seja um passo positivo, o País ainda está batendo recordes de reinjeção de gás, sem aproveitar o máximo potencial desse combustível. Nesse cenário, diversos consultores opinam sobre a necessidade de um incentivo no uso, e não apenas na extração e redirecionamento do Gás Natural Liquefeito brasileiro.

Veja a opinião de especialistas quanto ao GNL doméstico e quais as alternativas para criar demanda e gerar competitividade no mercado internacional.

Mercado de GNL doméstico em expansão

O mercado de GNL doméstico no Brasil vem passando por processos de expansão nos últimos anos. Atualmente, existem oito terminais em construção ou desenvolvimento em todo o território.

Isso foi possível graças à Lei do Gás, criada em 2021. O projeto de Lei 4.476 de 2020 visa incentivar o mercado e baratear o gás por meio da participação da iniciativa privada.

A mudança nas formas de contratação obrigam o compartilhamento de estruturas existentes, além de permitir a construção de outros dutos para atender as necessidades de grandes consumidores.

Na prática, a lei poderia injetar R$630 bilhões em investimentos e gerar mais de 4 milhões de empregos. Entretanto, não existe incentivo por meio de demanda, o que inviabiliza essa expansão real.

Segundo Eduardo Navarro Antonello, consultor e fundador da Golar Power e da Macaw Energies, em entrevista para a Poder360, “A Lei do gás foi muito positiva para o país, mas existe espaço para fomentar ainda mais o uso do gás natural e, dessa forma, estimular o desenvolvimento de infraestrutura para o escoamento desse gás. Mas uma coisa está atrelada a outra”.

Além dos canais já em operação, o Brasil também está com um projeto de larga expansão, conhecido como Gasoduto Rota 3. Ele possui aproximadamente 355 km de extensão total, com trechos marítimos e terrestres.

A intenção é escoar Gás Natural Liquefeito da Bacia de Santos até o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro.

No entanto, o Rota 3 teve seu desenvolvimento suspenso pela empresa privada responsável, e adiou a inauguração da obra para março de 2023, mas sem confirmações oficiais.

Isso corrobora a necessidade de incentivo na expansão do mercado de GNL doméstico no Brasil, não apenas na estrutura física, mas no uso e demanda desse gás.

Investimento no GNL

De acordo com a ANP, em janeiro de 2022 o Brasil reinjetou cerca de 49,8% de toda a produção de GNL doméstico. Essa prática é uma técnica industrial para otimizar a extração de petróleo.

Uma vez que esse commodity é mais valorizado, com uma maior demanda, ocorre a reinjeção para aumentar a pressão e facilitar o processo de retirada do petróleo. Além disso, a falta de dutos e locais de armazenamento pode fazer com que o gás queime e lance tóxicos na atmosfera.

Por esse motivo, o Brasil opta por reinjetar quase metade do seu Gás Natural Liquefeito de volta nos poços.

Para especialistas, como Eduardo Navarro Antonello, não é questão de construir mais terminais, mas criar uma demanda firme que incentive o investimento, e não apenas a reinjeção.

Na opinião do consultor, os produtores de gás precisam de um consumo estável para estimular o desenvolvimento de infraestrutura. Uma demanda firme aumentaria a oferta nacional e tornaria o mercado mais competitivo, levando o Brasil a alcançar a independência energética.